fbpx

Blog

Se influenciar pessoas a tomar decisões pode ser considerado uma arte, então o que dizer de levar alguém a uma decisão antes dessa pessoa… decidir? Isto é, em parte, o que significa persuasão, ou como o autor prefere, pré-suasão.

Ao longo desta obra conhecemos, a fundo, o passo que precede e dá força à influência. Como um agricultor que prepara a terra para a plantação, também um bom persuasor prepara o seu diálogo, o contexto e a mente do seu interlocutor para “plantar” ideias. Aqui podemos olhar para a persuasão de duas perspectivas.

Por um lado a persuasão pode ser vista como um mecanismo deceptivo cujo único propósito passa por influenciar o outro a nosso favor. Quem enveredar por este caminho eticamente reprovável perceberá duas coisas. A primeira é que os benefícios serão curto prazo. A a segunda é que as consequências de tal conduta serão sempre ruinosas.

Por outro lado, em linha com a visão do autor, podemos encontrar na persuasão uma forma de nos protegermos da influência dos outros. Além disso pode ser uma ótima ferramenta na facilitação de processos de mudança e crescimento pessoal. Nesta linha nada é plantado, sendo a nossa única função a de facilitar o crescimento do outro.

Depois de ler o livro e olhando para o mundo em que vivemos, no qual todos querem a nossa atenção, há duas enormes lições a retirar. A primeira é que, citando o autor, “nada na vida é tão importante quanto pensas que é enquanto estás a pensar nisso”. A segunda é que “nem tudo o que parece importante, é, de facto, importante”.

Um livro essencial para quem quer estar no comando da sua vida.