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O mundo seria um lugar muito melhor se todos conseguissem tomar melhores decisões. No entanto, por muito boa que seja a intenção, nem sempre o resultado de uma decisão é o mais favorável ou o esperado. Isto acontece por dois motivos:

  1. Em primeiro lugar, o mundo e a vida são demasiado complexos e imprevisíveis. São muito mais as coisas que não controlamos do que aquelas que conseguimos controlar.
  2. Em segundo lugar, no instante em que avançamos com uma decisão, acreditamos que ela apresenta a maior probabilidade de sucesso. Mesmo que não seja a decisão ideal, acreditamos que nos trará o melhor resultado.

Quando o tema é tomada de decisão, a maior parte das pessoas tende a focar-se no resultado final e não no processo. Quando uma decisão é tomada e chega o momento de avaliar o resultado obtido existe, muitas vezes, a tendência para classificar a decisão como boa (se o resultado for positivo), ou má (se o resultado for negativo).

No entanto, não podemos avaliar a qualidade de uma decisão apenas com base no resultado. Isso seria redutor. Embora o resultado determine, em parte, a qualidade da decisão, é apenas uma consequência do processo de tomada de decisão. Colocar o foco no resultado é colocar o foco em algo sobre o qual nunca teremos muito controlo. Já o processo, o método que usamos para gerar decisões, está efetivamente sob o nosso controlo. É sobre isso que devemos focar a nossa avaliação se queremos tomar melhores decisões.

Perante este cenário há uma questão que surge: como é que se tomam melhores decisões? Sem um bom processo, qualquer decisão pode gerar um resultado oposto ao pretendido. Conseguir ter um bom processo de tomada de decisão é crucial para maximizar a probabilidade de um resultado favorável. Nesse sentido, ficam aqui 6 passos simples e práticos para otimizares o teu processo de tomada de decisão!

1. Decide logo pela manhã


É neste período do dia que a tua energia está no máximo. É neste momento que a tua resistência a tentativas de persuasão subliminares por parte de outros, e a capacidade de análise objetiva dos dados ao teu dispor, estão no seu melhor. No caso de não conseguires controlar o momento da decisão, procura fazer uma pausa, dedicar-te a outra atividade e voltar depois à decisão. Quando parece não haver tempo para parar é quando é essencial fazê-lo, nem que seja por breves segundos.

2. Define com clareza a intenção da tua decisão


Uma das melhores coisas que podes fazer na preparação para uma decisão é ter bem clara a intenção, ou seja, o que pretendes alcançar. Objetividade é a palavra de ordem pois só ela te permitirá aceder ao real motivo, muitas vezes camuflado, da tua decisão. Ao fazer isto evitas decidir com base em influências externas das quais muitas vezes não estás consciente.

3. Tem em conta as tuas emoções


Este é um dos maiores desafios, principalmente porque muitas das decisões que fazes trazem uma elevada carga emocional. É por isso que a tua inteligência emocional tem que estar no seu melhor, para evitares tomar “decisões por impulso” ou “de cabeça quente”. Decisões estas que podem ter resultados diferentes daqueles que desejarias ter. O principal é estares consciente das emoções que estão a emergir a cada momento e perceber de que forma poderão estar a influenciar o teu processo de decisão.

4. Analisa as opções com base em factos, e não em intuições


Numa primeira etapa identifica as opções que se enquadram na tua intenção inicial. Evita análises aprofundadas neste momento. Só assim a tua decisão será ágil. Assim que tiveres as melhores opções, analisa-as só com base em factos.

É muito pouco comum que a intuição, tua ou a de outros, gere resultados ótimos com consistência. Por isso, não deixes que ela se intrometa demasiado nas tuas decisões. Ao analisares as tuas opções com base em factos relevantes que provenham de fontes credíveis, o teu processo de decisão será mais robusto. E a probabilidade de sucesso será maior.

5. Considera pedir o contributo às pessoas mais relevantes


É quase certo que as tuas decisões também irão afetar, inevitavelmente, outras pessoas. De forma direta ou indireta, na tua vida pessoal ou no seio de uma organização, terás sempre pessoas contigo. Nessas situações, considera pedir o contributo das pessoas mais relevantes.

Esse grupo deverá ser constituído pelas pessoas mais próximas da ação, aquelas que podem influenciar ou ser influenciadas pelos resultados da tua decisão. Quando pedires o contributo, mesmo que seja numa reunião, pede que escrevam primeiro o que pensam e só depois o partilhem, assim promoves ao máximo a “Sabedoria dos Grupos”.

6. Avança e aprende sempre!


Por fim, chega o grande momento, o de avançar. Em todas as decisões que venhas a tomar terás sempre duas certezas. A primeira é que uma decisão é melhor do que nenhuma decisão. Isto porque ao avançares com a tua decisão tens a possibilidade de alterar um acontecimento, tens o poder de intervir. A segunda é que, mesmo que o resultado não seja o pretendido haverá sempre algo que podes aprender. É nesta aprendizagem que reside o sucesso da evolução da humanidade.

Acima de tudo lembra-te: o mundo é imprevisível. O sucesso da tua decisão, quer acredites ou não, é mais condicionado por fatores sobre os quais não tens qualquer controlo, do que por aqueles que tens.

Por isso, no que podes controlar, faz o teu melhor! Otimizar o teu processo de decisão está nas tuas mãos, e agora já tens algumas dicas preciosas que te serão muito úteis no teu desenvolvimento pessoal!

Boa decisões!