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Num dos momentos mais desafiantes da história recente há um tema que tem gerado mais apreensão do que a pandemia: a incapacidade dos nossos líderes para fazer o seu trabalho, para liderar. Seria de esperar que a evolução científica e tecnológica a que temos assistido se fizesse acompanhar por um desenvolvimento humano.

Na pirâmide da evolução, a liderança ocuparia, como esperado, o lugar de topo. Porém isso continua sem acontecer. Os milhões de anos de evolução, o conhecimento acumulado sobre comportamento humano e a crescente consciencialização para formas de liderança mais humanas e eficazes, parece de nada valer. Isto porque os nossos líderes continuam a não estar à altura da posição que ocupam. Senão vejamos.

1. Indisponibilidade para partilhar

Assim que surgiram os primeiros rumores da pandemia houve uma tentativa de tranquilizar as pessoas. “Isto é uma simples gripe” diziam alguns num momento em que já pairava no ar a suspeita que não estavam a contar a história toda. Que o que parecia “uma simples gripe” poderia ser bem mais grave e com potencial para um impacto devastador.

Num mundo em que tudo o que é dito, escrito ou filmado se transforma em verdade, faltou capacidade para recolher informação de qualidade e para dar uma resposta clara sobre o que realmente se estava a passar. Nesse momento um dos pilares da liderança começou a desmoronar-se. Quem estava no comando não sabia o que se estava a passar e, pior ainda, fez de conta que estava tudo sob controlo quando, na realidade, pouco sabiam. A partilha de informação de qualidade, o mínimo exigido, simplesmente não aconteceu. Não foi uma prioridade.

2. Sem coragem para decidir

Até aqui a forma de agir é aceitável. A situação era nova e seria necessária uma adaptação. Qualquer líder digno de tal título procuraria ajuda para perceber o que se passava. O mais natural seria convocar os melhores especialistas para perceber, junto deles, o que estava para vir e como lidar com isto. A colaboração era vital.

Quando a liderança por falta de ação, ou de coragem para tal, coloca em risco os seus liderados, então são estes que têm de tomar as rédeas da situação. Na falta de um general que comande as tropas num cenário de guerra, os grupos tendem a unir-se e lutar pela sua sobrevivência. A coragem que era exigida aos nossos líderes não apareceu e foram os liderados, o povo, a tomar a mais drástica das decisões até hoje: confinar. Armazenar bens essenciais, ir para casa e aguentar até a “tempestade passar”.

3. Humildade em quarentena

Depois de semanas em quarentena os números começaram a baixar e a retoma ao normal aconteceu gradualmente. As pessoas começaram a abandonar o conforto das suas casas para resgatar as suas vidas. Foi neste momento que os nossos líderes voltaram a mostrar que não estão à altura do título, e da posição, que ocupam.

Depois da falta de coragem para fazer o que era certo vieram congratular-se pelo sucesso das “suas decisões”. Brindaram, celebraram e encheram-se de orgulho alheio. A humildade, essa, parecia estar em quarentena. Mas isso não foi suficiente. Havia que dar um passo além e declarar a vitória antes da guerra ter terminado. A pandemia estava a acabar e nós éramos os vencedores. Pelo menos foi essa a mensagem passada.

4. Colaboração forçada

Ironia das ironias foi o que aconteceu depois. Costuma-se dizer que depois da tempestade vem a bonança. Só que a tempestade não tinha desaparecido, tinha só abrandado. Um abrandamento que lhe permitiu recuperar energias e lançar-se com mais força. Este foi o momento em que os nossos líderes voltaram, dos seus púlpitos, a fazer a única coisa que sabem: dar ordens.

Agora que o pior tinha passado havia que mostrar quem é que mandava aqui. Foi aí que vieram as regras, as imposições, as multas e estratégia clássica e desgastada de influenciar pela força. De controlar pelo poder. Só que os liderados, tendo tomado a iniciativa de liderar quando os líderes se ausentaram, decidiram que agora também seriam eles a tomar as decisões. A contestação escalou e havia que recorrer ao trunfo mais valioso dos piores “líderes”: a coerção.

As regras foram apertadas, o controlo reforçado e o “fazer porque eu quero” voltaram em força. A ausência de transparência, a falta de coragem para “fazer o que é certo”, a escassez de humildade e a incapacidade de incentivar à colaboração mantiveram-se. Só que o efeito foi, e tem sido, quase nulo.

Em resposta a resistência aumentou e com ela os números. Porquê? É simples. Os nossos líderes, num momento da história em que se exigia o melhor deles, decidiram, consciente ou inconscientemente, fazer o que sempre tinham feito, esperando, ingenuamente, um resultado diferente.

5. Uma questão de mérito (ou falta dele)

Agora, perante a escalada dos números, a falta de confiança e colaboração dos liderados, e perante um futuro de incerteza e instabilidade, os nossos líderes, que outrora amealhavam louros pelas conquistas de outros, começam a demonstrar o desgaste da sua própria ineficácia. O desgaste de uma liderança que se sente, quiçá pela primeira vez, completamente impotente.

O resultado é o que seria de esperar: partilha de informação vaga e confusa, discursos emocionais e sem direção, decisões que são tomadas ao sabor dos ventos e uma tremenda incapacidade de mostrar, nesta hora de provação, porque é que merecem continuar a ocupar a posição que quiseram. Que escolheram para si! No meio de tudo isto esqueceram-se que liderar é mais do que um privilégio, é uma responsabilidade!

Hoje a grande questão que se coloca é uma: Na ausência de uma liderança digna de tal nome, em quem vamos confiar o nosso futuro?…

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