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Imagina que estás de férias a apanhar um bem-merecido banho de sol junto à piscina. Nisto recebes uma notificação no telemóvel e decides ignorar. O ano foi duro e tu mereces desligar. Nada é mais importante do que este teu merecido momento de prazer. Eis que chega outra notificação, mais uma, e outra ainda. Decides que é melhor ver o que se passa. Uma vez  não tem problema, ainda para mais se forem só 5 minutos, certo? Pegas no telemóvel e abres o email.

Entretanto, começas a sentir algum frio e reparas que o sol deu lugar à sombra. As pessoas que estavam contigo, parecem já ter ido embora e só aí reparas no que acabou de acontecer. O que era para ser um pequeno intervalo para ver os emails do trabalho tornou-se numa tarde de férias desperdiçada a fazer exatamente aquilo que não querias: a trabalhar.

Esta situação é-te familiar? Então continua a ler. Neste artigo vais perceber o porquê de trabalhares nas férias e porque desligar a 100% é o melhor que podes fazer por ti, pelos teus e pela tua performance profissional. Além disso, vais aprender como é que, também tu, podes desligar do mundo profissional e aproveitar ao máximo as tuas férias.

Acordar, trabalhar, deitar, repetir.


Enquanto crescíamos e víamos os nossos pais a trabalhar de sol a sol, sem tempo para mais nada, dávamos por nós a pensar que iríamos fazer diferente. Iríamos trabalhar, mas conseguiríamos também encontrar tempo para o que era mais importante.

Entretanto os anos passaram e demos por nós a fazer precisamente o que não queríamos. Na verdade demorou pouco tempo até nos habituarmos a andar em permanente esforço. Um estado no qual nos temos mantido acreditando, tal como os nossos pais, que, no final, tudo valerá a pena. Que teremos a tão desejada promoção, que teremos a vida dos nossos sonhos e que poderemos, chegada a reforma, usufruir de todos os prazeres da vida. 

Entretanto esquecemo-nos que o final pode ser amanhã, que nenhum dia se voltará a repetir e que só temos um corpo e uma mente. Que, ao contrário dos gatos, só temos uma vida. Um pequeno detalhe que faz toda a diferença.

Desligar é uma necessidade, não um luxo


E assim deixámos escapar, por entre os dedos, uma lição valiosa: para viver o melhor possível, para estarmos no nosso melhor,  é importante aprendermos a desligar do trabalho. Ponto. Só quando pararmos é que conseguimos cuidar de nós, relaxar e descansar, e assim chegar ao “próximo nível” que tanto temos perseguido.

A alternativa é continuarmos a esgotar-nos física e mentalmente. Em semanas ou meses chegaremos a um estado de completa exaustão do qual muito se tem ouvido falar: o Burnout. E aqui uma palavra de cautela é de pouco efeito já que a incidência tem vindo a crescer a um ritmo alarmante. Os estudos mais recentes revelam que 52% das pessoas se sentem completamente exaustas. E tu podes ser uma delas.

Do lado das empresas a falta de sensibilidade para esta epidemia teima em manter-se. A alta pressão para perfeição, os prazos irrealistas e a busca irracional por melhores resultados a todo o custo, são prova disso. Neste contexto, desligar para descansar, embora pareça um luxo ou um desperdício de tempo, tornou-se numa necessidade ainda mais vital. 

Face a isto, a maioria das pessoas vê-se a mãos com uma situação com a qual tem que lidar sozinha. A boa notícia é que é possível e os benefícios são claros. Se não for por iniciativa dos outros terás que ser tu a assumir a responsabilidade por colocar o teu descanso no topo das tuas prioridades. Mas isso nem sempre é fácil, certo?

O que nos mantém ligados?


Poderíamos pensar que seria mais que legítimo cortar relações com tudo o que nos ocupou a vida durante meses a fio. O desgaste foi elevado, as horas extra roubaram tempo de qualidade e os resultados nem sempre foram os melhores. Ainda assim a tentação de consultar o email, de ligar para saber como estão a correr as coisas e para fazer uma reunião de “emergência” à socapa, continuam a ser rituais das férias de muitos. 

Bem sei que esta dificuldade em desligar não é intencional. Ela simplesmente acontece, sem que pensemos no que estamos a fazer. Isso porque nos habituámos a viver assim. 

Por um lado habituámos-nos, e aos outros, a trabalhar sempre mais, a mostrar que estamos sempre no nosso melhor e a tentar, com todas as nossas forças “vestir uma camisola” na qual caberiam três ou quatro pessoas..

Por outro, habituámo-nos a aceitar objetivos e expectativas irrealistas, a ignorar os limites entre a vida profissional e pessoal e a andar numa roda viva sem fim que, provavelmente, nem nos leva onde queremos chegar. 

Com isto demonstramos que afinal, e ao contrário do que dizemos, o mais importante da nossa vida é mesmo o trabalho. Afinal, apesar de termos ido de férias ou de termos chegado ao final do dia, continuamos a levar o trabalho connosco.

Uma reaprendizagem vital


Parece que, com o passar do tempo, desaprendemos a desligar. E isto não se aplica só às férias. Passamos tanto tempo a trabalhar que se nos derem 10 minutos para fazermos o que quisermos ficamos a olhar para a pessoa sem perceber o que espera que façamos. 

Por isso é importante reaprendermos a desligar. Seja em férias, ao fim-de-semana ou no final do dia, esta é uma prática que importa recuperar para a nossa vida. Para a tua vida. Pelo bem da nossa saúde mental, dos que nos rodeiam, e, ironicamente, do nosso desempenho profissional. 

É agora que me encontro num dilema. Por um lado seria fácil dar-te um conjunto de estratégias para conseguires desligar a 100% e usufruir do melhor que a vida tem para oferecer. Por outro, sei que isso seria uma solução de curto prazo e que, em pouco tempo, voltarias a um ritmo frenético de vida.

Desliga à tua maneira


Dito isto, a alternativa é lançar-te o desafio, como faço com todos os que me procuram para alcançar uma melhor qualidade de vida. O desafio de ajudar-te a encontrar o que resulta melhor para ti. Assim ficas com uma estratégia personalizada e altamente eficaz que ficará contigo para sempre.

Por isso, seguem-se algumas questões cujas respostas podem-te ajudar a desligar onde e quando quiseres. Assim terás recuperado a liberdade que tanto prezas e a qualidade de vida que há muito desejas viver.

Para conseguires o máximo de proveito deste exercício reserva um momento, longe de tudo e de todos para o realizares. Reserva o “teu momento”. Desliga o “smartphone”, faz um café ou chá e vai para o teu lugar preferido. Relaxa durante uns momentos e deixa que a cabeça e corpo abrandem. Depois avança, deixa-te levar pela reflexão.

É possível que algumas perguntas te pareçam “estranhas”, outras vão-te colocar à prova e existirão ainda perguntas para as quais não terás resposta. Seja qual for o caso permite que tudo aconteça de forma natural. Permite-te, por momentos, desligar de tudo. Desta forma já dás um primeiro e precioso passo rumo ao melhor da tua vida.

Agora vamos avançar:

  • O que te faz trocar o melhor da vida pelo trabalho?
  • Como te estás a tornar dispensável no trabalho que fazes?
  • Que limites estás a definir para preservar a tua vida pessoal?
  • Como estás a integrar as atividades que mais te relaxam no teu dia?
  • Quantos momentos “não planeados” deixas livres na tua agenda?
  • Que regras as pessoas que vivem contigo definiriam para ti?
  • Quanto vale a tua saúde, bem-estar e vida para ti?
  • O que vais fazer hoje para desligar?

Se sentires que pode ajudar, partilha comigo a tua reflexão. Será, como sempre, um prazer apoiar-te neste teu desafio.

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