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Desde o início da pandemia que tenho vindo a alertar para um dos grandes efeitos colaterais que ela irá trazer: o impacto brutal e silencioso na saúde mental das pessoas.

Lembro-me perfeitamente quando, no início deste “novo normal”, uma antiga cliente veio falar comigo e pedir-me que ajudasse uma pessoa sua conhecida. A situação era muito delicada, era de vida ou de morte! Essa pessoa tinha-se tentado suicidar há pouco tempo.

O nosso Serviço Nacional de Saúde, sem mãos a medir perante a escalada de solicitações, fez o que pôde e mandou essa pessoa para casa. Sim, isso mesmo! Para casa, menos de uma semana depois de ter tentado colocar um ponto final à sua vida.

1. Uma área da saúde diferente das outras

Quando enveredei pela primeira vez pelos caminhos da Psicologia, há mais de 10 anos, comecei a perceber que as pessoas olhavam-me de forma diferente. Parecia que tinha acabado de entrar para uma qualquer seita sem me aperceber. E foi quase isso!

Na altura, eu e os meus colegas brincávamos quando nos perguntavam se conseguíamos ler os pensamentos, hipnotizar alguém ou desvendar uma pessoa com um olhar. Já na época sentíamos que esta área da saúde – a Saúde Mental – era percebida pela sociedade de uma forma diferente daquela que deveria ser.

Ingenuamente acreditei que a sociedade evoluiria ao ponto de olhar para a saúde mental como quem olha para a saúde “física”. No entanto, não foi isso que aconteceu.

Qualquer um de nós comenta com outras pessoas, de forma despreocupada, uma ida ao médico ou ao hospital. Falamos do que nos levou lá, como fomos tratados e o que devemos fazer daí para a frente. Quando se trata de falar de saúde mental, o cenário muda radicalmente.

2. Um segredo bem escondido

Hoje, em pleno século XXI, muito poucas pessoas têm abertura para partilhar que decidiram melhorar a sua vida e recorrer a um(a) psicólogo(a). Que se sentaram em frente a um especialista de saúde mental, a um psicólogo, e partilharam com ele as suas dificuldades.

São muito poucos os que admitem que não estão bem, não sabem o que fazer e que precisam de ajuda. São ainda menos os que se sentem à vontade para a procurar, com medo de ficarem com o rótulo de “malucos” ou de “doidos”, conforme a preferência.

A vergonha e o medo continuam a ser forte dissuasores na procura de acompanhamento adequado. Continua a ser mais fácil pesquisar “O que é um ataque de pânico”, comprar um livro de autoajuda (que em pouco ou nada ajuda a lidar com a depressão) ou ver um vídeo inspirador que, como um analgésico, tira a dor sem tratar a ferida”

Não sendo ideais, são as soluções possíveis para lidar com as adversidades da vida sem levar com críticas, conselhos e julgamentos dos outros. Sem nos sentirmos colocados de lado porque simplesmente queremos sentir-nos bem. Connosco, com os outros e com a vida.

3. De invisível a inexistente

A ignorância sobre o que é isto da saúde mental deixou de ser uma desculpa. Para os mais despreocupados a definição é simples: a saúde mental é mais do que a ausência de doença. Aliás, é muito mais do que isso!

A saúde mental, de acordo com a Organização Mundial de Saúde é “um estado de bem-estar no qual cada indivíduo realiza o seu próprio potencial, pode lidar com os desafios normais da vida, pode trabalhar de forma produtiva e é capaz de dar um contributo positivo para si e para sua comunidade”. Na base, ter saúde mental é mais do que simplesmente estar bem.

Se a falta de saúde física pode manifestar-se por uma simples lombalgia, uma constipação ou uma ferida no dedo, a falta de saúde mental pode emergir também apenas e só por uma dificuldade em lidar bem com uma situação na vida. Mas também pode, em contrapartida, ser algo tão grave como a ansiedade, a depressão, o síndrome de burnout ou a intenção de suicídio.

O problema é que, ao contrário de um problema físico, um problema mental é invisível. E, muitas vezes, as pessoas só se apercebem dele quando já é tarde. Em alguns casos tarde demais. Agora imaginem o que é juntar à falta de saúde mental o distanciamento social e uma máscara. Imaginem o que é tornar o invisível em inexistente!

4. Uma simples pergunta pode fazer toda a diferença

 Este é o momento para, de uma vez por todas, trazermos a saúde mental para o topo das nossas prioridades. Porque esta irá tornar-se na pandemia que, se não for antecipada e resolvida o quanto antes, irá suceder-se àquela que agora vivemos.

Este é o momento de fazermos algo pela nossa saúde mental. Para preparar as presentes e as futuras gerações para os desafios que o tempo irá trazer. O tempo de começar é agora!

O lado bom de tudo isto é que, para a saúde mental, não precisamos de uma vacina. Precisamos apenas de disponibilidade para estar presente, escutar e ajudar. De disponibilidade para deixar cair os julgamentos e rótulos e, em seu lugar, demonstrar empatia perguntando com genuína atenção “Está tudo bem contigo?”.

Felizmente, alguém fez isso pela pessoa de que te falei no início, no dia em que esta saiu do hospital. Felizmente, alguém teve a coragem de pedir e de aceitar ajuda. Hoje, felizmente, a vida dessa pessoa mudou radicalmente. E essa pessoa já pode responder “Sim, está tudo bem comigo”.

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